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Archive for the ‘Mundo Empresarial’ Category

O país precisa de si, crie a sua empresa

21 de Janeiro de 2011 Deixe um comentário

Saiu no semanário Público um artigo de Eugénio Viassa Monteiro que não me deixou indiferente, uma abordagem fantástica às oportunidades.

O ficheiro está em PDF e poderá ser visto aqui: Publico_12-XII-10_Empreender

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Júlio Magalhães, um homem com eles no sítio

2 de Setembro de 2010 Deixe um comentário

No Diário de Notícias online, podem ler a entrevista na íntegra, eu só aqui vou transcrever alguns excertos que me merecem destaque:

Houve muita gente que, ao longo do ano, não percebeu que as coisas tinham mudado. Nem de dentro nem de fora. Há muita gente em Lisboa que não vive do seu próprio trabalho. Vive normalmente “pendurada” naquilo que acha que é e não é,  “pendurada” noutras pessoas. E isso é triste.

Essa dicotomia com Lisboa é em relação ao Porto?

Não, é ao resto do país. Vive-se em Lisboa de uma forma que não se vive no resto do país. Tenho assistido a coisas que não pensem existirem. Vive-se de milhões de euros, de jantaradas, de almoçaradas, de grandes festas e, sobretudo, de grandes negociatas. Vivemos num país demasiado centralista e demasiado centralizado.

Isso é um discurso céptico, para não dizer pessimista.

Mas as pessoas estão mesmo desoladas! Quem sair de Lisboa percebe que o país está mesmo desolado. E não é ser céptico, é ser realista. Já me apercebia disso e agora apercebo-me um pouco mais. Mas acho que, depois desta crise que estamos a viver, já não vai ser a mesma coisa.

Ajoelho-me e venero tão muy nobre personagem que, com eles no sítio, falou de uma forma transparente e pão-pão, queijo-queijo.

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Modelos de negócio vs neutralidade da Internet

21 de Agosto de 2010 Deixe um comentário

O mundo evolui e os modelos de negócios de há 30 anos atrás permanecem intactos…depois existem guerras desnecessárias em várias frentes, desta vez é pela neutralidade da Internet.

A neutralidade da rede (ou neutralidade da Internet, ou princípio de neutralidade) significa que todas as informações que navegam na rede devem ser tratadas da mesma forma, navegando à mesma velocidade. É este princípio que garante o livre acesso a qualquer tipo de informação na rede.

Uma coisa que defendo é que as regras do mundo real sejam aplicadas ao nível da Internet, até aqui tudo bem, a Internet não é nenhuma entidade impune como é o Vaticano por exemplo. No entanto, existem modelos de negócio como os das editoras áudio que está mesmo ultrapassado e as redes P2P vieram para ficar, não há volta a dar!
Os artistas merecem reconhecimento e só 20% do valor de um disco reverte a seu favor, aliás, até penso que seja menos pois até os ISP pagam uma taxa às editoras (ridículo).
Músicas avulso, discos em formato digital baratos e assim era o caminho.

Mas agora o hype é a Google com o seu Street View e toda a polémica já gerada em torno da falta de privacidade de matrículas e caras de pessoas. Ok, correcto, é legítimo reclamar por mais privacidade mas também temos de ser razoáveis ao ponto de compreendermos que tratar todas as imagens capturadas é um processo moroso…a Google neste aspecto comete delito e depois corrige, também não sei como apelidar esta “isenção”.
Também ver uma foto do meu Picasa com tags da latitude e longitude associadas ao Street View não é propriamente o que mais desejava…mas existem leis a aceitar antes de aderir a um serviço. Se não colocar a localização está tranquilo/a. Mas o utilizador pode ser ignorante e armar logo “berreiro” por causa disto…se tivesse lido os termos de utilização ficaria informado! Mas isto também pode ser muito bom para o comércio, onde tiro foto à fachada da loja, publico e associo as tags geolocalizadoras…

Depois vem ainda a Google mas com a Verizon, uma operadora móvel dos EUA, que fizeram uma proposta ao regulador americano das telecomunicações (uma ANACOM lá do sítio) onde defendem que as empresas possam pagar aos operadores de redes móveis para que os dados dos respectivos sites e serviços circulem mais depressa do que os de quem não pagar.
Acho muito mal, se formos bons temos sucesso, não é necessário que hajam prioridades nos pacotes para certos sites/serviços porque se eu lanço um portal bom tenho visitantes, se lanço mau tenho poucos.
Isto simplificando, como li em comentários no site do Público é:
1º caso: Suponhamos que deseja ver um vídeo no YouTube mas o seu  ISP é o Sapo, cada vez que tentar assistir ao vídeo terá dificuldades devido à baixa prioridade dos pacotes que navegam entre a rede da Sapo e do YouTube, fazendo o vídeo parar a meio diversas vezes, contudo, o Sapo também oferece um serviço de vídeos semelhante ao YouTube, para seu espanto a velocidade é muito superior e o vídeo não “engasga”, muito possivelmente em breve irá passar a assistir a vídeos apenas no site do Sapo.
2º caso: supúnhamos que tem uma conta Skype e que o seu ISP (Netcabo, Sapo, Vodafone, etc.) também oferece o serviço de telefone VoIP. Em breve você começa a reparar que a qualidade da ligação ao Skype é muito má e que raramente consegue terminar uma conversa, como o seu ISP também oferece o serviço de telefone VoIP, muito possivelmente no futuro irá contratar o serviço deles, por um preço relativamente baixo, visto que já dispõe de outros serviços.
Defendem que os pequenos poderão ter mais oportunidades…então e para que serve o pessoal licenciado em Marketing? Enfim…

Então e quem nunca levou com traffic shapping na sua ligação? Eu por exemplo, a PT nunca o praticou mas tenho conhecimento que muitas outras operadoras praticam, isto assim de forma simples é: a dada hora vê a sua velocidade dos torrents ou outra rede P2P baixar drasticamente enquanto que a velocidade a navegar páginas continua boa.

Se esta liberdade de acesso acaba só os grandes vencem, ao contrário do que se pensa, a sua importância será potenciada e o bolso de certas empresas ditará o sucesso ou fracasso dos seus serviços ou produtos na web. Acham mesmo que os pequenos conseguem suportar custos perante uma Google ou outra empresa grande? Claro que não e muita gente já começa a achar que a Internet é da Google ou pior, a Internet é a Google!

A grande mais valia da Internet é encurtar distâncias e fornecer toda e qualquer informação, sem distinção de raças ou países (excluindo os ainda ditadores). As mentalidades do tempo da Segunda Guerra Mundial têm de ser destruídas…esta liberdade que temos incomoda muita gente, isto é mais que óbvio!

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Gerar facturas de forma gratuita

18 de Agosto de 2010 1 comentário

Actualmente já existem serviços na cloud para quase tudo, já não há necessidade de gastar fortunas em software “comum” para certas funções e muito menos é plausível para esta situação que vou relatar.

O meu caso é simples, certas avenças mensais e a necessidade de criar um mecanismo de gestão das mesmas, mas para não andar sempre a relembrar clientes para o pagamento (sim, é verdade, é muito comum), queria um sistema que me automatizasse estes recados e de uma forma profissional criar uma espécie de factura pró-forma, na verdade no meu caso não tem qualquer valor legal pois o que interessará ao cliente e a mim são os recibos, estes só emitidos quando o cliente paga.

Bom, como anteriormente disse, existem muitos softwares web-based e muitos do género deste MAS foi este que testei e é sobre o mesmo que vou relatar, que se chama INVOICERA.
Para experimentar aderi ao plano grátis, assim que fiz login fiquei deslumbrado! Um ambiente muito clean e intuitivo e à primeira vista com tudo o que eu desejava! Assente sob a jQuery, lidar com este software é uma delícia!

Podem consultar todas as funcionalidades no próprio website deles, contudo vou aqui destacar umas coisas:

  • Criar cliente e associar vários contactos ao mesmo (imaginem que existe um director, um gestor, etc, podem emitir factura e todos recebem-na);
  • Emitem a factura com gateways para pagamento (facultativo), no meu caso já criei uma com o Paypal associado e tudo perfeito, factura paga e recebi logo a notificação, passando automaticamente o estado da mesma para “PAGO”;
  • Podem adicionar produtos e/ou serviços à factura;
  • Gestor de projectos e tarefas, para mim não serve pois uso o Zimbra Desktop para tal;
  • Se têm avenças fixas podem criar as chamadas Recurring Invoices, todos os meses (ou consoante a lista que eles permitem como semanalmente, 2 em 2 semanas, 3 em 3 semanas, 4 em 4 semanas, mensalmente, quadrimestral, etc.), é emitida automaticamente e enviada ao cliente;
  • Podem ainda colocar na factura o vosso logótipo, se tiverem, fica giro;

Ponto negativo: as facturas são emitidas em inglês. Já os aconselhei e me voluntariei para traduzir! Apenas e só os emails que notificam o cliente de novas facturas é que vocês mesmos podem traduzir. Ah, já me esquecia, uma coisa fantástica é ao criar cliente colocar o visto para enviar dados de autenticação ao mesmo, para que este fique com acesso às facturas que vocês emitiram em nome dele, consultando assim o que está pendente (embora o sistema envie um email a notificar a falta de pagamento, de x em x tempo que vocês definem).

Sendo gratuito, com as limitações impostas, ainda assim isto é muito muito bom! Se as coisas correrem bem, e espero que sim, pondero actualizar o meu plano para um pago!

EDIT: quem copiou quem? Invoic€xpress e INVOICERA.

Bons negócios 🙂

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Despedir a pensar nos trabalhadores (e na empresa)

13 de Agosto de 2010 Deixe um comentário

Adoro o Tek e os seus artigos Opinião, tal como o ComputerWorld que para muitos é desconhecido mas muito muito bom.
Deixo algumas citações do artigo completo, as que acho mais importantes.

Despedir faz parte da dinâmica empresarial.

Num sector onde tudo está em permanente mutação, nem sempre os trabalhadores têm capacidade de adaptação e de aprendizagem.

O Outplacement pode ser um sólido apoio e a base de uma acção de responsabilidade social. São serviços de transição de carreira, totalmente pagos pela organização e por ela oferecidos ao trabalhador dispensado.

…responsabilidade social como estratégica e um ambiente de trabalho saudável como prioritário.

Quem gere uma empresa sabe bem o quanto difícil é lidar com dispensas mas de facto é a realidade, faz parte da dinâmica empresarial!
O meu conselho para pessoal de áreas tecnológicas é muito simples: estudem todos os dias e filtrem bem o que desejam reter, a informação está ao alcance de todos (Internet) mas o conhecimento não. Para além disto tirem os vossos cursos mas tenham em conta que aprenderam muitas coisas retrógradas, este mundo está em constante evolução!