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Archive for the ‘Energias Verdes’ Category

Deserto do Sahara poderá alimentar o planeta

1 de Dezembro de 2010 Deixe um comentário

A desertificação ou a degradação de terrenos em zonas secas e áridas são factores que influenciam para a alteração climática do planeta. No entanto os desertos poderão ajudar o planeta, dizem uns investigadores da Universidade de Tokyo sob o projecto Sahara Solar Breeder Project, uma iniciativa que propõe o fornecimento de 50% da energia consumida pelo planeta, em 2050.

A chave para tudo isto é a sílica, um material encontrado na areia do deserto do Sahara e a matéria prima para o silicone. Os líderes da investigação afirmam ser possível transformar a areia em silicone que por sua vez daria para fabricar painéis solares para a instalação no mesmo deserto.

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Categorias:Energias Verdes, Living

Pás das eólicas podem ocultar aviões do radar

31 de Agosto de 2010 Deixe um comentário

Existem razões para se ter cautela com as torres eólicas – o seu transporte é perigoso e com muitos custos, emitem um ruído desagradável, têm um certo hábito de matar qualquer ave que se atravessa no caminho das suas pás – mas nunca se imaginou que pudessem ser uma ameaça aos militares.

O New York Times relata que o Dr. Dorothy Robyn, sub-secretário da defesa dos EUA declarou que as turbinas eólicas são um risco inaceitável para a segurança nacional e para o treino militar em certos locais. A razão desta declaração, alega ele, é que o movimento das pás geram blackout zones (espécie de apagões em zonas) e que os aviões desaparecem do radar. Pior ainda foi o que disse quando rematou com: no radar, em certos casos, as pás das turbinas não se distinguem dos aviões.

Esta situação é meramente tecnológica, podendo ser resolvida com novos revestimentos para as turbinas, actualizações ao software dos radares mas sobretudo rever estes mesmos pois existem alguns em funcionamento há mais de 50 anos!

Entretanto li uma sugestão ao governo Norte-Americano: “já que é tão fácil enganar radares aéreos poderá valer a pena irem pelas turbinas eólicas e penetrar no terreno inimigo.”

Portugal é o 9º produtor nas eólicas mas com objectivos

23 de Agosto de 2010 Deixe um comentário

600 MW obtidos a partir energia eólica dão a Portugal um lugar entre os dez maiores produtores deste tipo de energia. Os planos apontam para aumentar a capacidade para o dobro, mas os ambientalistas alertam: não podemos sacrificar áreas protegidas em troca de energias renováveis

Em 2009, 14,1% da energia consumida em Portugal era proveniente do vento. Será uma pequena variação, mas espera-se que no final do ano este valor chegue a um número certo: 15%. Com cerca de 1200 aerogeradores e a vontade de aumentar este número para o dobro, Portugal assume o nono lugar mundial no ranking de potência instalada de energia eólica, com cerca de 2600 megawatts (MW). Tudo isto junto permite ao País poupar 200 milhões de euros em importações de gás natural.

Uma aposta para diminuir as emissões de gases com efeito de estufa e gastos com a importação de petróleo, como explicou ao DN a ministra do Ambiente, Dulce Pássaro: “O sector das eólicas é uma aposta que veio para ficar, porque além dos benefícios ambientais também contribui para a economia nacional que neste momento está a exportar energia, bem como aerogeradores e torres produzidos em Portugal.”

Neste momento existem em Portugal 95 parques eólicos, com um total de 1270 aerogeradores. Tudo isto para se produzirem cerca de 2600 MW de energia. E o futuro aponta para o dobro: quase cinco mil megawatts, tudo graças ao investimento em novos equipamentos. Junto do Ministério do Ambiente, o DN apurou que serão construídos no futuro mais 1200 aerogeradores.

A iniciativa também acontece porque, por lei da União Europeia (UE), Portugal tem de atingir os 31% de quota de energias renováveis até 2020 (número acordado para permitir os 20% à UE até essa data), mas os ambientalistas alertam que tem tudo de ser feito com cuidado para não prejudicar a natureza. “A captação de energias renováveis tem de ser diversificada para diminuir o impacto dos equipamentos no meio ambiente”, explica Ana Rita Antunes, da Quercus.

Em cinco anos, a ocupação de locais por aerogeradores subiu consideravelmente, factor que pode ser um problema para os projectos futuros. “Prevê-se que os bons locais [para colocar aerogeradores] já estejam todos ocupados. A partir de agora haverá um maior impacto sobre locais de va- lor natural elevado”, complementa.

No entanto, para o Ministério do Ambiente, as eólicas são mesmo uma aposta de futuro e, nos últimos cinco anos, foram aprovados 92% dos parques eólicos que foram objecto de avaliação de impacto ambiental. Tudo isto para “reforçar a posição de Portugal como referência” no sector das energias renováveis, disse a ministra do Ambiente.

Apesar de os ambientalistas assumirem o problema com os locais de construção dos parques, apoiam o investimento neste tipo de energia porque não deixa de ser “renovável” e uma forma de “diminuir as emissões de dióxido de carbono” para a atmosfera.

“Os estudos que têm saído indicam que Portugal não vai conseguir atingir a quota prevista pela União Europeia”, afirma Ana Rita Antunes, que, apesar de tudo, acha que esta pode ser uma boa notícia para o País. “A Quercus espera que esta quota nunca seja atingida para não se prejudicar as áreas protegidas em Portugal”, assume.

Fonte: DN

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Portugal renova-se com energias verdes

16 de Agosto de 2010 1 comentário

Há cinco anos atrás foi lançado um desafio a nós mesmos, reduzir a nossa dependência energética (combustíveis fósseis) e desde então que vários projectos foram realizados e muitos deles implementados no terreno. Como prioridade tínhamos a energia eólica, a par e passo com a hídrica, sem esquecer pouco tempo mais tarde da solar e das correntes marítimas.

Hoje, perto de 45% da energia que consumimos é derivada de fontes de renováveis, um aumento de mais de 17% em apenas cinco anos.

Este ano a energia eólica foi considerada potencialmente concorrente aos combustíveis fósseis pela Agência Internacional de Energia, em Paris. Portugal ainda espera ser o inaugurador nº 1 e percursor de estações de carregamento de veículos eléctricos, já em 2011.

A falha da BP no Golfo do México relembrou novas questões sobre os riscos e e os custos avultados para a América na dependência dos combustíveis fósseis. O presidente Obama aproveitou a oportunidade para promover um discurso de que para 2025 a América esteja a consumir entre 20 a 25% de energia renovável.

Apesar da experiência cá em Portugal mostrar de que é possível uma rápida transição, o preço disto mesmo também se reflecte na nossa economia e há muito que o povo Português paga duas vezes mais pela electricidade em relação ao povo Americano. Nos últimos cinco anos o preço aumentou cerca de 15%, em parte pelo programa de Energias Renováveis, disse a Agência de Energia.
Com efeito, as reclamações sobre os aumentos do preço fizeram-se sentir, especialmente nos pensionistas…e se em 2005 Sócrates ganhou de forma esmagadora, o ano passado só ganhou devido ao fraco líder da oposição.

Resto do artigo em New York Times, vale bem a pena a sua leitura!