Arquivo

Archive for the ‘Living’ Category

Deserto do Sahara poderá alimentar o planeta

1 de Dezembro de 2010 Deixe um comentário

A desertificação ou a degradação de terrenos em zonas secas e áridas são factores que influenciam para a alteração climática do planeta. No entanto os desertos poderão ajudar o planeta, dizem uns investigadores da Universidade de Tokyo sob o projecto Sahara Solar Breeder Project, uma iniciativa que propõe o fornecimento de 50% da energia consumida pelo planeta, em 2050.

A chave para tudo isto é a sílica, um material encontrado na areia do deserto do Sahara e a matéria prima para o silicone. Os líderes da investigação afirmam ser possível transformar a areia em silicone que por sua vez daria para fabricar painéis solares para a instalação no mesmo deserto.

fonte

Categorias:Energias Verdes, Living

Visita à exposição “Projecto Casa”

29 de Novembro de 2010 Deixe um comentário

Do dia 25 a 28 de Novembro, a Exponor recebeu nas suas instalações a exposição Projecto Casa, um evento de arquitectura e design mas não só, existiam várias áreas como Sustentabilidade, Verdes, Requalificação entre mais uma ou duas que não me recordo. É claro que a maioria eram stands de arquitectura e design (de peças, de vidros, etc.).

Eram cerca das 17h de ontem, Domingo, quando chegámos à Exponor, com alguma expectativa elevada dadas as notícias que vinha lendo. Com um custo de 5 euros, posso considerar que a entrada era acessível.

Passo então a recepção e começo por ver várias individualidades a apresentar peças de decoração, sinceramente com um estilo muito retro e nada o meu género.
Prossigo sem parar até que me deparo com a Wingbox, da empresa Famasete, uma mesa interactiva onde estava um jogo simplista e que testei…desde logo não gostei, muito lag na interacção humano/touchscreen! De resto, muita fluidez na apresentação do jogo (isto depende apenas e só do hardware e drivers no Windows 7) e o próprio design da mesa simples mas bonito.

Entro então no pavilhão principal, pensava eu que iam ser mais pavilhões mas afinal não! Muita coisa para ver…ou talvez não! O meu objectivo não era propriamente arquitectura e/ou design, era sim inovações ao nível de equipamentos para casa e ainda ambientes inteligentes (que belo tiro ao lado me calhou).

A primeira abordagem foi mesmo na entrada do pavilhão, a Associação AveiroDomus, que já conhecia pelo website mas até pensei que as coisas não continuassem activas dada a desactualização do espaço na web, estive alguns minutos em conversa e até poderá ter tido um efeito produtivo no protocolo que têm com a Universidade de Aveiro…veremos.

Logo em frente uma nova empresa, a Tev2, aqui sim com coisas de meu interesse e instaladas nos expositores. Posso desde já afirmar que de todos foi a conversa mais simpática e aberta que tive em toda a exposição, com explicações técnicas detalhadas que é assim que gosto! O principal foco estava numa solução proprietária onde a programação é peanuts, um vídeo porteiro e alguns interruptores tácteis. Gostei mas o modo de programar não me convenceu, prefiro um estilo central onde num só software programamos toda a casa, pelos IDs de cada dispositivo.

De resto, inovações por si só destaco duas: interruptores tácteis em vidro e vidros com opacidade diferente mediante um interruptor (sim, leram bem) da empresa Castelhano e Ferreira.

Não levei máquina fotográfica mas o colega blogista Carlos Martins fotografou e compilou num pequeno slideshow que poderão ver já de seguida:

Categorias:Living

Pás das eólicas podem ocultar aviões do radar

31 de Agosto de 2010 Deixe um comentário

Existem razões para se ter cautela com as torres eólicas – o seu transporte é perigoso e com muitos custos, emitem um ruído desagradável, têm um certo hábito de matar qualquer ave que se atravessa no caminho das suas pás – mas nunca se imaginou que pudessem ser uma ameaça aos militares.

O New York Times relata que o Dr. Dorothy Robyn, sub-secretário da defesa dos EUA declarou que as turbinas eólicas são um risco inaceitável para a segurança nacional e para o treino militar em certos locais. A razão desta declaração, alega ele, é que o movimento das pás geram blackout zones (espécie de apagões em zonas) e que os aviões desaparecem do radar. Pior ainda foi o que disse quando rematou com: no radar, em certos casos, as pás das turbinas não se distinguem dos aviões.

Esta situação é meramente tecnológica, podendo ser resolvida com novos revestimentos para as turbinas, actualizações ao software dos radares mas sobretudo rever estes mesmos pois existem alguns em funcionamento há mais de 50 anos!

Entretanto li uma sugestão ao governo Norte-Americano: “já que é tão fácil enganar radares aéreos poderá valer a pena irem pelas turbinas eólicas e penetrar no terreno inimigo.”

Portugal é o 9º produtor nas eólicas mas com objectivos

23 de Agosto de 2010 Deixe um comentário

600 MW obtidos a partir energia eólica dão a Portugal um lugar entre os dez maiores produtores deste tipo de energia. Os planos apontam para aumentar a capacidade para o dobro, mas os ambientalistas alertam: não podemos sacrificar áreas protegidas em troca de energias renováveis

Em 2009, 14,1% da energia consumida em Portugal era proveniente do vento. Será uma pequena variação, mas espera-se que no final do ano este valor chegue a um número certo: 15%. Com cerca de 1200 aerogeradores e a vontade de aumentar este número para o dobro, Portugal assume o nono lugar mundial no ranking de potência instalada de energia eólica, com cerca de 2600 megawatts (MW). Tudo isto junto permite ao País poupar 200 milhões de euros em importações de gás natural.

Uma aposta para diminuir as emissões de gases com efeito de estufa e gastos com a importação de petróleo, como explicou ao DN a ministra do Ambiente, Dulce Pássaro: “O sector das eólicas é uma aposta que veio para ficar, porque além dos benefícios ambientais também contribui para a economia nacional que neste momento está a exportar energia, bem como aerogeradores e torres produzidos em Portugal.”

Neste momento existem em Portugal 95 parques eólicos, com um total de 1270 aerogeradores. Tudo isto para se produzirem cerca de 2600 MW de energia. E o futuro aponta para o dobro: quase cinco mil megawatts, tudo graças ao investimento em novos equipamentos. Junto do Ministério do Ambiente, o DN apurou que serão construídos no futuro mais 1200 aerogeradores.

A iniciativa também acontece porque, por lei da União Europeia (UE), Portugal tem de atingir os 31% de quota de energias renováveis até 2020 (número acordado para permitir os 20% à UE até essa data), mas os ambientalistas alertam que tem tudo de ser feito com cuidado para não prejudicar a natureza. “A captação de energias renováveis tem de ser diversificada para diminuir o impacto dos equipamentos no meio ambiente”, explica Ana Rita Antunes, da Quercus.

Em cinco anos, a ocupação de locais por aerogeradores subiu consideravelmente, factor que pode ser um problema para os projectos futuros. “Prevê-se que os bons locais [para colocar aerogeradores] já estejam todos ocupados. A partir de agora haverá um maior impacto sobre locais de va- lor natural elevado”, complementa.

No entanto, para o Ministério do Ambiente, as eólicas são mesmo uma aposta de futuro e, nos últimos cinco anos, foram aprovados 92% dos parques eólicos que foram objecto de avaliação de impacto ambiental. Tudo isto para “reforçar a posição de Portugal como referência” no sector das energias renováveis, disse a ministra do Ambiente.

Apesar de os ambientalistas assumirem o problema com os locais de construção dos parques, apoiam o investimento neste tipo de energia porque não deixa de ser “renovável” e uma forma de “diminuir as emissões de dióxido de carbono” para a atmosfera.

“Os estudos que têm saído indicam que Portugal não vai conseguir atingir a quota prevista pela União Europeia”, afirma Ana Rita Antunes, que, apesar de tudo, acha que esta pode ser uma boa notícia para o País. “A Quercus espera que esta quota nunca seja atingida para não se prejudicar as áreas protegidas em Portugal”, assume.

Fonte: DN

Categorias:Energias Verdes, Living

Inspecção a linhas eléctricas por robot

21 de Agosto de 2010 Deixe um comentário

Inspeccionar linhas eléctricas, seja de baixa, média ou alta tensão não é propriamente um trabalho seguro…mas agora é, pelo menos para os humanos.

Sem sentimentos, portanto, sem medo, um robot pode inspeccionar eficazmente toda uma linha eléctrica sem que a integridade da mesma e de humanos seja afectada.
Mesmo os obstáculos nas linhas, como isoladores nos postes, podem ser facilmente ultrapassados pois o robot detecta e desprende-se da linha de uma forma própria, agarrando novamente assim que passe o obstáculo e com a linha em pleno funcionamento (ver vídeo).

Excelente inovação, de novo a robótica em prol da existência humana.

Categorias:Energias, Living Etiquetas:, ,

Portugal renova-se com energias verdes

16 de Agosto de 2010 1 comentário

Há cinco anos atrás foi lançado um desafio a nós mesmos, reduzir a nossa dependência energética (combustíveis fósseis) e desde então que vários projectos foram realizados e muitos deles implementados no terreno. Como prioridade tínhamos a energia eólica, a par e passo com a hídrica, sem esquecer pouco tempo mais tarde da solar e das correntes marítimas.

Hoje, perto de 45% da energia que consumimos é derivada de fontes de renováveis, um aumento de mais de 17% em apenas cinco anos.

Este ano a energia eólica foi considerada potencialmente concorrente aos combustíveis fósseis pela Agência Internacional de Energia, em Paris. Portugal ainda espera ser o inaugurador nº 1 e percursor de estações de carregamento de veículos eléctricos, já em 2011.

A falha da BP no Golfo do México relembrou novas questões sobre os riscos e e os custos avultados para a América na dependência dos combustíveis fósseis. O presidente Obama aproveitou a oportunidade para promover um discurso de que para 2025 a América esteja a consumir entre 20 a 25% de energia renovável.

Apesar da experiência cá em Portugal mostrar de que é possível uma rápida transição, o preço disto mesmo também se reflecte na nossa economia e há muito que o povo Português paga duas vezes mais pela electricidade em relação ao povo Americano. Nos últimos cinco anos o preço aumentou cerca de 15%, em parte pelo programa de Energias Renováveis, disse a Agência de Energia.
Com efeito, as reclamações sobre os aumentos do preço fizeram-se sentir, especialmente nos pensionistas…e se em 2005 Sócrates ganhou de forma esmagadora, o ano passado só ganhou devido ao fraco líder da oposição.

Resto do artigo em New York Times, vale bem a pena a sua leitura!