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Archive for the ‘Economia’ Category

O parecer de um “à Rasca”

13 de Março de 2011 Deixe um comentário

Vi na minha timeline do Twitter o título do JN: Apelos à criação de um partido político no Forum das Gerações http://bit.ly/g6Mcgf e decidi clicar.

Na diagonal deparei-me logo com um parecer muito sério…não quero generalizar mas e como ele diz: “…muitos dos jovens…”.

Chamo-me Filipe Serra, tenho 22 anos e sou estudante de Engenharia do Ambiente. Sou também trabalhador part-time aos fins de semana, como colaborador de uma empresa de retalho na qual trabalho há cerca de 5 anos. Envio-vos o meu ponto de vista.

Acredito que muitos dos jovens que lá foram ontem nunca sequer trabalharam na vida. Não têm culpa, se calhar nunca precisaram, o que não é necessariamente mau. E tenho noção que possa ser frustrante acabar um curso e não ter para onde ir, o…u ir para sítios que se gosta menos. Mas há que ser realistas. Ainda acho que bastantes pessoas que foram lá ontem sempre viveram à custa de benefícios fiscais, bolsas, desvios, etc, e querem é continuar a viver à mama dos outros.

Na minha opinião, essas muitas pessoas não sabem o que é dar valor ao trabalho. Pensam que por ter um “canudo” têm de ir logo para o emprego perfeito a ganhas vários qualquer coisa entre os 1000 e os 5000 € por mês. E muita gente não quer trabalhar em coisas que não sejam isso. Eu não acho que a culpa é só do governo. O governo são só algumas pessoas que gerem o país. Não vou falar em corrupção (isso é pano para mangas).

Acho que o que falta ao povo português é civilização. Andamos todos num jogo do gato e do rato a ver quem é que engana quem, quem é que rouba mais a quem. Não é preciso olhar para os políticos, que neste caso até podem ser o bode expiatório, porque eles são alguns milhares, nós somos quase 11 Milhões! Falta-nos educação, saber estar e viver numa sociedade. O 25 de Abril foi bom no sentido de liberdade, mas não num sentido de responsabilidade nem de educação moral.

Tudo isto vê-se nas tais empresas que ontem os jovens foram contestar, aquelas que vivem dos estagiários não remunerados e dos falsos recibos verdes. Mas quem criou esse monstro foi o povo, aquele que na altura de assumir responsabilidades fica em casa a bater o pé e a dizer que não vota.

Acho que é então aqui que os sucessivos governos falham. Aqui sim entra a corrupção e o beneficio dos seus amiguinhos (boys ou qualquer coisa, são todos iguais só muda o nome). Os governos falharam e continuam a falhar na altura de ditar as leis. São eles que tornam estas problemas possíveis por moldarem leis que permitem a uns fugirem aos impostos e outros enriquecerem sem ter de declarar quase nada ao fim do ano.

A minha manifestação era mais por uma limpeza às cabeças das pessoas do que outra coisa, porque o que há é muita falta de valores!

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Categorias:Economia

Governo pondera subir o IVA para 23%

24 de Setembro de 2010 Deixe um comentário

Segundo o Jornal de Negócios, terá sido mesmo esta proposta que levou o líder do PSD a recusar uma negociação prévia com vista à aprovação do Orçamento de Estado para 2011.

A subida do IVA, de 21 para 23% escreve o diário, terá sido então o “presente envenenado”, a que se referiu o líder social-democrata.

No Parlamento, o ministro das Finanças já deixou em aberto, no debate de quinta-feira, a possibilidade de aumentar novamente os impostos, admitindo não conseguir equilibrar o défice apenas com cortes na despesa.

in Visão

Governo prepara terceiro aumento do IVA em cinco anos

É cada vez mais certo que o Governo vai aumentar de novo os impostos para assegurar a redução de défice. A acontecer, defendem os economistas, é preferível que deixe de fora o IRS e IRC e incida antes sobre o IVA – que, assim será agravado pela 3.ª vez.

A completa impossibilidade – pelas consequências que teria no acesso ao financiamento – de Portugal chegar ao final do ano com um défice acima de 7,3%, ou de não o falhar os prometidos 4,6% em 2011, faz com que um novo aumento de impostos volte a ser equacionado. E, neste sentido, merece acolhimento, junto da generalidade dos economistas ouvidos pelo JN, a proposta que fontes do PSD garantem ter tido do Governo no sentido de “trocar” uma subida do IVA por uma descida, para metade, na limitação dos benefícios e deduções do IRS. Mas, sublinha João Loureiro, da Faculdade de Economia do Porto, um agravamento do IVA “só será admissível para complementar uma forte redução da despesa”.

Alertando que a carga fiscal já atingiu o seu “limite” ao nível do IRS e do IRC, acentua que uma subida do IVA e a eventual retracção no consumo que induza pode até ter algum efeito positivo na nossa balança de pagamentos, uma vez que muito do que consumimos é importado. O economista salienta, contudo, que as soluções de redução do défice privilegiadas em 2010 (subida generalizada dos impostos) não podem ser repetidas em 2011. Desde logo porque o objectivo é muito mais exigente e não será conseguido sem cortes efectivos na despesa, e também porque o Governo não tem agora a desculpa de falta de tempo. “Ao longo de 2010, o Governo, espera-se, deve ter estado a programar todo um conjunto de cortes na despesa”, precisa João Loureiro.

Uma eventual nova subida do IVA também não surpreende Cristina Casalinho. Porque, em caso de necessidade de receita rápida e segura, esta é a solução mais eficaz. “Há sempre um nível de consumo que não é susceptível de diminuição”, refere a economista chefe do BPI, o que faz com que uma subida do IVA seja mais vantajosa (do ponto de vista dos cofres do Estado) do que reduzir as deduções fiscais. Mas, lembra, torna também o Estado mais dependente.

Mexer no IVA é uma solução recorrente em tempos de aperto orçamental. Foi a este imposto que recorreu Manuela Ferreira Leite, em 2002, e o mesmo fez Campos e Cunha (o primeiro ministro das Finanças de Sócrates) quando, em 2005, subiu a taxa máxima de 19% para 21%. Três anos depois, o IVA desceu para 20%, para voltar a ser agravado este ano, mas desta vez de forma diferente: em vez de aumentar apenas a taxa mais elevada, o Governo optou por subir também em um ponto percentual as taxas intermédia e reduzida. Uma subida que deverá render cerca de 425 milhões de euros. Nos primeiros dois meses de taxas agravadas, a receita deste imposto subiu cerca de 200 milhões de euros, acumulando já um acréscimo de receita da ordem dos mil milhões de euros face a 2009.

in Jornal de Notícias

Um novo 25 de Abril?

E agora li algures e concordo na íntegra:

Querem reduzir a despesa pública? Então aqui vão umas sugestões:
1 – Reduzam os vencimentos dos membros do Governo e dos Deputados, Assessores e por aí fo…ra…;
2 – Revoguem o diploma que lhes confere direito a despesas de representação por outro que preveja apenas a apresentação de despesas indispensáveis ao exercício das funções (não inclui fatos Armani);
3 – Extingam metade do parque automóvel do Estado, substituam os veículos que forem necessários por outros de cilindrada mais baixa e com menos “estilo”;
4 – Extingam mais de metade dos institutos públicos e empresas públicas, que não servem para nada!;
5 – Nos que forem efectivamente necessários, reduzam para 1/3 ou menos a remuneração dos respectivos administradores e presidentes e assessores;
6 – Vão para os Ministérios e Assembleia a pé, de bicicleta, de autocarro ou em carro prórpio, como fazem os homólogos dos Países Nórdicos;
7 – Reestruturem os serviços públicos, reduzindo – os ao necessário e coloquem os funcionários públicos a produzir;
8 – Reduzam os impostos para incentivar o consumo, a poupança e o investimento;
9 – Apostem no desenvolvimento da agricultura e da indústria;
10 – Apostem na dinamização dos portos portugueses como meio de distribuição de matérias – primas e outros;
11 – Dinamizem a rede ferroviária existente como meio de transporte de pessoas e cargas;
12 – Acabem com os rendimentos sociais de inserção ad eternum para quem não quer trabalhar; atribuam esse RSI apenas a quem se disponibilizar para exercer funções socialmente úteis;
13 – Finalmente, em vez de andarem sempre “de rabo alçado” em “visitas oficiais”, sentem – se nas vossas cadeirinhas, estudem os “dossiers” , ouçam entendidos nas matérias que vos cabe decidir e decidam, mas a bem da nação!

Categorias:Economia