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Archive for Agosto, 2010

Pás das eólicas podem ocultar aviões do radar

31 de Agosto de 2010 Deixe um comentário

Existem razões para se ter cautela com as torres eólicas – o seu transporte é perigoso e com muitos custos, emitem um ruído desagradável, têm um certo hábito de matar qualquer ave que se atravessa no caminho das suas pás – mas nunca se imaginou que pudessem ser uma ameaça aos militares.

O New York Times relata que o Dr. Dorothy Robyn, sub-secretário da defesa dos EUA declarou que as turbinas eólicas são um risco inaceitável para a segurança nacional e para o treino militar em certos locais. A razão desta declaração, alega ele, é que o movimento das pás geram blackout zones (espécie de apagões em zonas) e que os aviões desaparecem do radar. Pior ainda foi o que disse quando rematou com: no radar, em certos casos, as pás das turbinas não se distinguem dos aviões.

Esta situação é meramente tecnológica, podendo ser resolvida com novos revestimentos para as turbinas, actualizações ao software dos radares mas sobretudo rever estes mesmos pois existem alguns em funcionamento há mais de 50 anos!

Entretanto li uma sugestão ao governo Norte-Americano: “já que é tão fácil enganar radares aéreos poderá valer a pena irem pelas turbinas eólicas e penetrar no terreno inimigo.”

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Sistemas Governamentais – Bug #1

31 de Agosto de 2010 Deixe um comentário

Começo uma saga em apanhar os bugs dos nossos sistemas de informação governamentais…
Começo então pela Segurança Social…onde os erros são muito vulgares!

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Portugal é o 9º produtor nas eólicas mas com objectivos

23 de Agosto de 2010 Deixe um comentário

600 MW obtidos a partir energia eólica dão a Portugal um lugar entre os dez maiores produtores deste tipo de energia. Os planos apontam para aumentar a capacidade para o dobro, mas os ambientalistas alertam: não podemos sacrificar áreas protegidas em troca de energias renováveis

Em 2009, 14,1% da energia consumida em Portugal era proveniente do vento. Será uma pequena variação, mas espera-se que no final do ano este valor chegue a um número certo: 15%. Com cerca de 1200 aerogeradores e a vontade de aumentar este número para o dobro, Portugal assume o nono lugar mundial no ranking de potência instalada de energia eólica, com cerca de 2600 megawatts (MW). Tudo isto junto permite ao País poupar 200 milhões de euros em importações de gás natural.

Uma aposta para diminuir as emissões de gases com efeito de estufa e gastos com a importação de petróleo, como explicou ao DN a ministra do Ambiente, Dulce Pássaro: “O sector das eólicas é uma aposta que veio para ficar, porque além dos benefícios ambientais também contribui para a economia nacional que neste momento está a exportar energia, bem como aerogeradores e torres produzidos em Portugal.”

Neste momento existem em Portugal 95 parques eólicos, com um total de 1270 aerogeradores. Tudo isto para se produzirem cerca de 2600 MW de energia. E o futuro aponta para o dobro: quase cinco mil megawatts, tudo graças ao investimento em novos equipamentos. Junto do Ministério do Ambiente, o DN apurou que serão construídos no futuro mais 1200 aerogeradores.

A iniciativa também acontece porque, por lei da União Europeia (UE), Portugal tem de atingir os 31% de quota de energias renováveis até 2020 (número acordado para permitir os 20% à UE até essa data), mas os ambientalistas alertam que tem tudo de ser feito com cuidado para não prejudicar a natureza. “A captação de energias renováveis tem de ser diversificada para diminuir o impacto dos equipamentos no meio ambiente”, explica Ana Rita Antunes, da Quercus.

Em cinco anos, a ocupação de locais por aerogeradores subiu consideravelmente, factor que pode ser um problema para os projectos futuros. “Prevê-se que os bons locais [para colocar aerogeradores] já estejam todos ocupados. A partir de agora haverá um maior impacto sobre locais de va- lor natural elevado”, complementa.

No entanto, para o Ministério do Ambiente, as eólicas são mesmo uma aposta de futuro e, nos últimos cinco anos, foram aprovados 92% dos parques eólicos que foram objecto de avaliação de impacto ambiental. Tudo isto para “reforçar a posição de Portugal como referência” no sector das energias renováveis, disse a ministra do Ambiente.

Apesar de os ambientalistas assumirem o problema com os locais de construção dos parques, apoiam o investimento neste tipo de energia porque não deixa de ser “renovável” e uma forma de “diminuir as emissões de dióxido de carbono” para a atmosfera.

“Os estudos que têm saído indicam que Portugal não vai conseguir atingir a quota prevista pela União Europeia”, afirma Ana Rita Antunes, que, apesar de tudo, acha que esta pode ser uma boa notícia para o País. “A Quercus espera que esta quota nunca seja atingida para não se prejudicar as áreas protegidas em Portugal”, assume.

Fonte: DN

Categorias:Energias Verdes, Living

Alemanha implementa RFID nos cartões de identificação

22 de Agosto de 2010 Deixe um comentário

A produção de chips RFID já se iniciou, o elemento principal nos novos cartões de identificação nacional na Alemanha. A empresa responsável pela produção dos mesmos chips é Holandesa, a NXP, que ganhou um contrato de 10 anos. Os cidadãos irão começar a receber o novo cartão já em Novembro.

O novo cartão terá armazenada toda a informação pessoal e permitirá às autoridades alemãs a identificação com rapidez e precisão.

Empresas como a Infineon e a filial alemã da NXP são líderes mundiais na produção de chips (tags) RDID. Este novo cartão de identificação, que substituirá os actuais cartões, é a maior implementação em larga escala de identificação oficial.

No entanto as últimas notícias não têm sido muito favoráveis ao RFID, onde investigadores universitários e especialistas em segurança conseguiram hackar cartões que usam BAC (basic access control) nas tags; também na conferência Defcon esta falta de segurança foi mostrada.
Este cartão alemão também usa o recurso BAC mas apenas as informações básicas são imprimidas no cartão, o resto dos dados são protegidos por um protocolo proprietário com bastante segurança (segundo eles).

Categorias:Segurança Etiquetas:,

Modelos de negócio vs neutralidade da Internet

21 de Agosto de 2010 Deixe um comentário

O mundo evolui e os modelos de negócios de há 30 anos atrás permanecem intactos…depois existem guerras desnecessárias em várias frentes, desta vez é pela neutralidade da Internet.

A neutralidade da rede (ou neutralidade da Internet, ou princípio de neutralidade) significa que todas as informações que navegam na rede devem ser tratadas da mesma forma, navegando à mesma velocidade. É este princípio que garante o livre acesso a qualquer tipo de informação na rede.

Uma coisa que defendo é que as regras do mundo real sejam aplicadas ao nível da Internet, até aqui tudo bem, a Internet não é nenhuma entidade impune como é o Vaticano por exemplo. No entanto, existem modelos de negócio como os das editoras áudio que está mesmo ultrapassado e as redes P2P vieram para ficar, não há volta a dar!
Os artistas merecem reconhecimento e só 20% do valor de um disco reverte a seu favor, aliás, até penso que seja menos pois até os ISP pagam uma taxa às editoras (ridículo).
Músicas avulso, discos em formato digital baratos e assim era o caminho.

Mas agora o hype é a Google com o seu Street View e toda a polémica já gerada em torno da falta de privacidade de matrículas e caras de pessoas. Ok, correcto, é legítimo reclamar por mais privacidade mas também temos de ser razoáveis ao ponto de compreendermos que tratar todas as imagens capturadas é um processo moroso…a Google neste aspecto comete delito e depois corrige, também não sei como apelidar esta “isenção”.
Também ver uma foto do meu Picasa com tags da latitude e longitude associadas ao Street View não é propriamente o que mais desejava…mas existem leis a aceitar antes de aderir a um serviço. Se não colocar a localização está tranquilo/a. Mas o utilizador pode ser ignorante e armar logo “berreiro” por causa disto…se tivesse lido os termos de utilização ficaria informado! Mas isto também pode ser muito bom para o comércio, onde tiro foto à fachada da loja, publico e associo as tags geolocalizadoras…

Depois vem ainda a Google mas com a Verizon, uma operadora móvel dos EUA, que fizeram uma proposta ao regulador americano das telecomunicações (uma ANACOM lá do sítio) onde defendem que as empresas possam pagar aos operadores de redes móveis para que os dados dos respectivos sites e serviços circulem mais depressa do que os de quem não pagar.
Acho muito mal, se formos bons temos sucesso, não é necessário que hajam prioridades nos pacotes para certos sites/serviços porque se eu lanço um portal bom tenho visitantes, se lanço mau tenho poucos.
Isto simplificando, como li em comentários no site do Público é:
1º caso: Suponhamos que deseja ver um vídeo no YouTube mas o seu  ISP é o Sapo, cada vez que tentar assistir ao vídeo terá dificuldades devido à baixa prioridade dos pacotes que navegam entre a rede da Sapo e do YouTube, fazendo o vídeo parar a meio diversas vezes, contudo, o Sapo também oferece um serviço de vídeos semelhante ao YouTube, para seu espanto a velocidade é muito superior e o vídeo não “engasga”, muito possivelmente em breve irá passar a assistir a vídeos apenas no site do Sapo.
2º caso: supúnhamos que tem uma conta Skype e que o seu ISP (Netcabo, Sapo, Vodafone, etc.) também oferece o serviço de telefone VoIP. Em breve você começa a reparar que a qualidade da ligação ao Skype é muito má e que raramente consegue terminar uma conversa, como o seu ISP também oferece o serviço de telefone VoIP, muito possivelmente no futuro irá contratar o serviço deles, por um preço relativamente baixo, visto que já dispõe de outros serviços.
Defendem que os pequenos poderão ter mais oportunidades…então e para que serve o pessoal licenciado em Marketing? Enfim…

Então e quem nunca levou com traffic shapping na sua ligação? Eu por exemplo, a PT nunca o praticou mas tenho conhecimento que muitas outras operadoras praticam, isto assim de forma simples é: a dada hora vê a sua velocidade dos torrents ou outra rede P2P baixar drasticamente enquanto que a velocidade a navegar páginas continua boa.

Se esta liberdade de acesso acaba só os grandes vencem, ao contrário do que se pensa, a sua importância será potenciada e o bolso de certas empresas ditará o sucesso ou fracasso dos seus serviços ou produtos na web. Acham mesmo que os pequenos conseguem suportar custos perante uma Google ou outra empresa grande? Claro que não e muita gente já começa a achar que a Internet é da Google ou pior, a Internet é a Google!

A grande mais valia da Internet é encurtar distâncias e fornecer toda e qualquer informação, sem distinção de raças ou países (excluindo os ainda ditadores). As mentalidades do tempo da Segunda Guerra Mundial têm de ser destruídas…esta liberdade que temos incomoda muita gente, isto é mais que óbvio!

Categorias:Mundo Empresarial

Computador infectado com trojan e o desastre da Spanair

21 de Agosto de 2010 Deixe um comentário

Dois anos passaram desde que o voo JK-5022 da Spanair se despenhou logo após ter descolado de Madrid, foi em 20 de Agosto de 2008…hoje o El País informa que o computador responsável pela detecção e registo de falhas tinha trojans.

Este computador central da Spanair, em Palma de Maiorca, infectado, deveria ter emitido um alarme após 3 falhas semelhantes entre si, coisa que não aconteceu. O avião que se estreou em Barajas despistou-se e morreram 154 dos 172 ocupantes.

Nota: foi pessoal interno que informou no mesmo dia do acidente que o computador estava infectado com trojans, o que pode ocasionar erros pontuais e uma porta aberta para pessoas maliciosas.

O relatório deste acidente ocupa 12.000 folhas, dois técnicos da Spanair foram despedidos mas a conclusão da causa ainda está por determinar.

Agora eu fico indignado como é que sistemas tão sensíveis têm instalado Windows? Na verdade não deveria pois nos nossos sistemas governamentais as coisas são semelhantes e os nossos dados à mercê de “qualquer” um…

Qualquer administrador de sistemas tem noção das vantagens na utilização de GNU/Linux, não me vou alongar pois poderá aparecer algum vindo de pára-quedas que tenta justificar a sua razão e tentar menosprezar o sistema baseado em Unix, por ignorância.
Mas assim de repente aponto alguns pontos SEM ir pela parte da filosofia do open-source:

Código aberto

  • Flexibilidade
  • Modificações
  • Updates Rápidos

Maior desempenho

  • Segurança
  • Estabilidade
  • Velocidade
  • Sem vírus

Economia

  • Custo zero

Justiça social

Eu desde há cerca de 7 meses que migrei totalmente para GNU/Linux, anteriormente ainda tinha dual-boot com o Windows 7 instalado mas o processo de desintoxicação demorou muito pois tinha necessidade de desenvolver código em Windows era mais que muito…mas hoje não e dou graças por ter conseguido, de uma forma assertiva, fazer entender as vantagens e lá o pessoal do grupo de trabalho alterar as suas máquinas…melhor ainda foi as linguagens dos projectos. Quais protocolos com a Microsoft qual quê? Não quis saber de nada, avancei com uma proposta e foi aceite, ponto!

Isto já é divagar um pouco em relação ao assunto principal mas só o facto de estarmos sem trojans ou vírus no GNU/Linux não é a maior vantagem? (podem discordar mas as poucas notícias de vírus em Linux passaram a ser falsas mais cedo ou mais tarde)

Introdução ao JITB – um player Flash Player sob JVM

21 de Agosto de 2010 Deixe um comentário

Joa Ebert iniciou trabalhos num novo projecto denominado de JITB. Anunciado na FITC San Francisco, basicamente é um player flash desenvolvido para usar a JVM (Java Virtual Machine) e correr ActionScript. Num simples teste gráfico (correr 1 milhão de chamadas à classe flash.geom.Point) foi 30 vezes mais rápido que o próprio player oficial da Adobe!

Existe um vídeo impressionante que demonstra a rapidez e fluidez dos gráficos.

Temos “coisa”, ai temos temos! Irei ficar atento, não tanto pelo desenvolvimento mas pelos resultados (multimédia não é comigo).

Categorias:Programação